Chegada de avião
Quase todo visitante chega pelo Cheddi Jagan International Airport (GEO), em Timehri, cerca de 40 km ao sul de Georgetown — conte com mais ou menos uma hora de estrada, mais com trânsito. Voos diretos já o ligaram a cidades norte-americanas como Nova York, Miami e Toronto, a hubs caribenhos como Port of Spain e Barbados, à Cidade do Panamá e à Europa via Caribe. Companhias e rotas mudam com frequência; confira os horários atuais em vez de confiar em qualquer lista.
O segundo aeroporto, o Eugene F. Correia International (OGL), fica em Ogle, no limite leste da cidade, a cerca de 15–20 minutos da maioria dos hotéis. Ele recebe os voos domésticos para o interior, os bate-voltas a Kaieteur e alguns serviços regionais, por exemplo para o Suriname e ilhas próximas.
| Cheddi Jagan (GEO) | Eugene F. Correia / Ogle (OGL) | |
|---|---|---|
| Onde | Timehri, cerca de 40 km ao sul de Georgetown | Ogle, no limite leste da cidade |
| Usado para | Voos de longa distância e a maioria dos internacionais | Voos domésticos, passeios a Kaieteur, alguns voos regionais |
| Até a cidade | Cerca de 1 hora de táxi ou traslado reservado | 15–20 minutos de táxi |
| Atenção a | Chegadas tarde da noite; combine a tarifa ou reserve antes | Aparecer no aeroporto errado — confira a sua passagem |
Traslados: táxis oficiais do aeroporto e carros de hotel aguardam os voos no Cheddi Jagan; as tarifas até Georgetown normalmente são fixas, em geral algo em torno de US$30–40, mas confirme antes de sair. Os traslados com reserva antecipada estão na nossa página de passeios. Reserve pelo menos uma hora e meia entre os dois aeroportos.
Voos dentro da Guiana
Os voos domésticos regulares são operados por algumas companhias locais com aviões de pequeno porte — tipicamente monomotores Cessna Caravan e bimotores Islander — de Ogle para pistas como Lethem, Annai, Karanambu, Mabaruma, Bartica e Kaieteur. O que convém saber:
- Limites rígidos de bagagem. A franquia de bagagem costuma girar em torno de 20 lb (9 kg) por pessoa, incluindo a bagagem de mão; o excesso é cobrado por libra e pode seguir em um voo posterior. Os passageiros são pesados com as malas no check-in.
- Malas moles. Use uma bolsa de viagem maleável; malas rígidas não cabem nos pequenos compartimentos de carga. Deixe a bagagem excedente no seu hotel em Georgetown.
- Voo visual. Os voos operam de dia e com boa visibilidade, então a chuva pode atrasá-los ou cancelá-los. Nunca planeje uma conexão internacional no mesmo dia.
- Escalas flexíveis. Um voo pode parar em várias pistas; os assentos para as pistas dos lodges costumam ser reservados pelo lodge ou pelo operador.
- Fretamentos. É comum grupos fretarem um avião, o que pode sair em conta quando o custo é dividido entre uma lotação completa de passageiros.
Por estrada
O litoral tem uma estrada asfaltada de Charity, a oeste, até Corriverton, na fronteira com o Suriname, com pontes sobre os rios Demerara e Berbice e uma travessia do Essequibo por balsa e lancha rápida. Uma rodovia asfaltada segue para o interior até Linden.
Ao sul de Linden começa a estrada Georgetown–Lethem (a “trail”): cerca de 450 km de laterita, em sua maior parte sem asfalto, por floresta e savana até a fronteira brasileira, cruzando o Essequibo em Kurupukari. Obras de pavimentação e de pontes vêm sendo feitas por etapas há alguns anos, então as condições mudam. Na estação seca a viagem leva de 12 a 18 horas; nas chuvas pode demorar muito mais, e alguns trechos podem fechar.
- Micro-ônibus e ônibus circulam entre Georgetown e Lethem quase todos os dias, em geral saindo no começo da noite e viajando madrugada adentro. As tarifas são uma fração da passagem aérea. Conte com uma viagem apertada e sacolejante e com postos policiais onde você mostra o passaporte.
- 4x4 com motorista é como se faz a maioria dos traslados dos lodges. Custa caro, porque o consumo de combustível e o desgaste do veículo são altos, mas permite parar para ver animais.
- Dirigir por conta própria é possível com um 4x4 alugado e experiência em estradas ruins. Dirige-se pela esquerda. Não recomendamos para uma primeira visita.
No litoral, micro-ônibus numerados saem dos pontos em volta do Stabroek Market para todas as cidades; são baratos, frequentes e rápidos — às vezes de dar medo. Os táxis são baratos; use uma empresa conhecida e combine a tarifa antes de entrar.
Pelos rios
Aqui os rios são estradas. Lanchas rápidas vão de Parika a Bartica em cerca de uma hora e cruzam a foz do Essequibo até Supenaam; coletes salva-vidas são fornecidos e devem ser usados. Balsas lentas do governo ligam Parika às ilhas do rio e Georgetown ao noroeste, uma viagem de mais ou menos um dia. No interior, os barcos dos lodges são o único jeito de chegar a lugares como Rewa e Karanambu durante parte do ano, e os trajetos podem ser longos — leve proteção contra o sol e uma bolsa impermeável.
Por que a maioria dos visitantes usa um operador local
Nada disso é difícil, mas tudo é interligado. Uma estada em um lodge depende de um voo, que depende do número de passageiros, que se conecta a um barco que o lodge precisa mandar. Os operadores locais e os próprios lodges lidam com esses elos todos os dias e conseguem reorganizá-los quando o tempo muda. Para uma viagem curta ao interior, um pacote costuma ser o caminho menos estressante e não necessariamente o mais caro. Viajar por conta própria rende mais no litoral e para quem tem tempo de sobra.
Seguindo para o Suriname
A travessia é feita por balsa de veículos sobre o rio Corentyne, de Moleson Creek, depois de Corriverton, até South Drain, no Suriname, normalmente uma ou duas vezes por dia. De Georgetown são três a quatro horas de estrada até a balsa; micro-ônibus compartilhados vendem passagens porta a porta até Paramaribo, e a viagem toda toma a maior parte de um dia. O Suriname tem exigido dos visitantes o pagamento de uma taxa de entrada ou a obtenção antecipada de visto ou e-visa online, conforme a nacionalidade — verifique antes de viajar. Aviões pequenos também voam entre Ogle e Paramaribo. Veja Berbice e Corentyne.
Seguindo para o Brasil
Em Lethem, a ponte sobre o rio Takutu leva a Bonfim, onde o trânsito passa da mão esquerda para a direita. Faça os trâmites de saída da Guiana em Lethem e a entrada no Brasil no posto de Bonfim; táxis compartilhados e ônibus seguem até Boa Vista em cerca de uma hora e meia a duas horas, com ônibus e voos de lá para Manaus. É comum pedirem o certificado de vacinação contra febre amarela nessa fronteira.
Venezuela
Não há passagem oficial regular para viajantes entre a Guiana e a Venezuela, e os governos desaconselham viagens à área de fronteira. Não planeje entrar nem sair por essa rota.

