Entre as fozes dos rios Pomeroon e Waini, o litoral da Guiana corre para noroeste por bem mais de cem quilômetros sem estrada, sem cidade e quase sem um vilarejo. Atrás dele há manguezais e floresta de pântano; na frente, um mar raso e marrom. Partes da orla não são feitas de areia, mas de incontáveis conchinhas quebradas — daí o nome.
Nessas praias, em noites escuras entre mais ou menos março e agosto, as tartarugas marinhas se arrastam para fora da água para cavar seus ninhos: a enorme tartaruga-de-couro, a tartaruga-verde, a tartaruga-de-pente e a tartaruga-oliva. A conservação começou aqui na década de 1980, quando caçadores de tartarugas da região foram recrutados como guardas, e a área foi declarada Shell Beach Protected Area em 2011. Um acampamento de campo simples em Almond Beach serve de base para as visitas.
Tenha clareza sobre o que é isto. Shell Beach não é um destino de férias de praia: não há hotel, o mar é barrento, os insetos são obstinados e a viagem é longa. É uma viagem de vida selvagem pequena e séria — e, para quem a faz, uma das noites mais comoventes da Guiana.
Destaques
- Ver uma tartaruga-de-couro desovar à luz das estrelas
- Ver filhotes sendo soltos ao entardecer, mais para o fim da temporada
- A viagem de barco pelos igarapés de mangue e pelas “99 curvas”
- Guarás, garças e aves limícolas ao longo da costa
- Conhecer as famílias arawak e warao que protegem a praia



Quanto tempo ficar
Planeje três a quatro dias a partir de Georgetown: um dia para chegar, duas noites na praia para compensar uma noite em branco ou o mau tempo, e um dia para voltar.
Melhor base
O acampamento de Almond Beach é a única base na orla. Mabaruma, o pequeno centro regional, e Santa Rosa (Moruca) têm pousadas para quebrar a viagem.



