Ao sul da floresta de Iwokrama, as árvores acabam e a terra se abre em campos pontilhados de caimbés e cupinzeiros, cortados pelo rio Rupununi e fechados ao sul pelas Montanhas Kanuku. Este é o Rupununi, uma região do tamanho de um país pequeno com apenas algumas dezenas de milhares de habitantes. Na estação chuvosa, boa parte dele alaga, e as águas das bacias do Amazonas e do Essequibo se misturam por um breve período — uma das razões de sua fauna ser tão rica.
O turismo aqui nasceu das fazendas. Karanambu, onde a falecida Diane McTurk criava ariranhas órfãs, definiu o modelo: algumas cabanas de palha, refeições à mesa da família e dias passados no rio e na savana. As aldeias vieram em seguida com seus próprios lodges — a Caiman House, em Yupukari, e Rewa, rio acima —, e fazendas em atividade como Dadanawa e Waikin também recebem hóspedes.
Lethem, no rio Takutu, de frente para o Brasil, é a única cidade: uma pista de pouso, lojas que vendem para brasileiros que vêm passar o dia, alguns hotéis e, toda Páscoa, o Rupununi Rodeo.
Destaques
- Ariranhas no rio Rupununi, em Karanambu e Rewa
- Seguir o rastro de um tamanduá-bandeira pela savana ao amanhecer
- Uma noite com a equipe de pesquisa do jacaré-açu em Yupukari
- Vitórias-régias (Victoria amazonica) se abrindo ao entardecer
- Pirarucus boiando nos lagos perto de Rewa
- Vaqueiros, montaria em cavalo xucro em pelo e dança no rodeio da Páscoa



Quanto tempo ficar
Dedique ao Rupununi de quatro a seis noites, divididas entre dois lodges — por exemplo, Karanambu e Caiman House, ou Karanambu e Rewa. Acrescente noites para Dadanawa e o sul, ou para Surama e Annai no caminho.
Melhor base
Não há uma base única. Escolha os lodges pelo interesse: Karanambu para ariranhas e tamanduás, a Caiman House para jacarés e a vida da aldeia, Rewa para rios remotos, pirarucu e pesca, Dadanawa ou Waikin para a vida de fazenda, e Lethem para o rodeio e a fronteira.



