O rio Potaro corre tranquilo pelo planalto de Pakaraima e então, sem aviso, cai 226 metros em uma única queda ininterrupta — cerca de quatro vezes a altura das Cataratas do Niágara — antes de seguir por cascatas até um total de uns 250 metros. Pela combinação de altura e volume, Kaieteur figura entre as cachoeiras mais potentes do mundo.
O que a torna extraordinária é o cenário. O Kaieteur National Park, criado em 1929, protege a floresta ao redor; há uma pista de pouso, um pequeno prédio para visitantes e algumas trilhas até mirantes naturais de pedra. Na maioria dos dias, as únicas pessoas nas cataratas são os passageiros de um ou dois aviões de pequeno porte. Você fica na borda nua do cânion, com o rio deslizando junto aos seus pés.
A cerca de 25 minutos de voo a oeste, as cataratas de Orinduik, no rio Ireng, são o tipo oposto de cachoeira: degraus baixos e largos de jaspe vermelho em plena savana aberta, onde dá para tomar banho. Alguns passeios de um dia combinam as duas.
Destaques
- A vista do Rainbow View, do Boy Scout View e do Johnson’s View
- O voo em si: uma hora sobre floresta contínua
- Minúsculas rãs douradas que vivem dentro de bromélias gigantes
- A chance de ver um galo-da-serra de um laranja brilhante
- Banho nas cascatas de Orinduik
- Para quem está em forma: a travessia por terra, de vários dias, Potaro acima



Quanto tempo ficar
Um bate-volta de quatro a cinco horas desde Georgetown é como quase todo mundo conhece Kaieteur. Os voos combinados com Orinduik ou com a ilha Baganara ocupam o dia inteiro. Um pernoite na hospedaria do parque, ou a travessia por terra de cerca de cinco dias, permite ver as cataratas ao amanhecer e ao entardecer.
Melhor base
Fique em Georgetown, de preferência em um hotel que facilite o trajeto de manhã cedo até o aeroporto de Ogle. A única hospedagem nas cataratas é uma hospedaria simples do parque, que se reserva por meio das operadoras.



