O norte do Rupununi — Karanambu, Yupukari, Rewa — é mais úmido, mais arborizado e o melhor para a fauna dos rios. O sul, para além das Kanuku, é terra de fazendas, mais seca e mais vazia.
1 Karanambu
Uma antiga fazenda de gado no rio Rupununi, hoje lodge e fundação de conservação. Os dias começam com uma saída de carro à procura de tamanduás-bandeira e terminam em um lago onde as flores da Victoria amazonica se abrem ao cair da noite. Entre uma coisa e outra, há passeios de barco para ver ariranhas, jacarés-açu, tuiuiús e tartarugas de rio. O trabalho de reabilitação de ariranhas iniciado por Diane McTurk continua quando chegam órfãs.
Na prática: Mínimo de duas noites; três é melhor. Pista de pouso própria; também se chega de barco ou 4x4, conforme a estação.
2 Caiman House, Yupukari
Uma aldeia makushi em uma elevação acima do rio, com uma pousada e uma estação de campo que financiam uma biblioteca pública e iniciativas de artesanato. O estudo do jacaré-açu convida os hóspedes para o rio à noite; de dia há caminhadas pela aldeia, observação de aves e passeios de barco.
Na prática: Uma ou duas noites. Cerca de uma hora de barco desde Karanambu, ou por estrada desde Lethem na estação seca.
3 Rewa
Onde o rio Rewa encontra o Rupununi, uma pequena aldeia administra um eco-lodge conhecido pelo pirarucu, pelas ariranhas e pela floresta contínua. Os hóspedes sobem a Awarmie Mountain pela vista, visitam ao entardecer um lago coberto de vitórias-régias e viajam rio acima até corredeiras e bancos de areia aonde pouca gente vai.
Na prática: De duas a quatro noites. Chega-se de barco a partir do porto de Kwatamang, perto de Annai, em 2–4 horas, conforme o nível da água.
4 O rio Rupununi
O fio que liga os lodges. Na estação seca ele se reduz a poços e bancos de areia apinhados de aves e jacarés; nas chuvas, espalha-se pela savana. Viajar de barco entre os lodges é um dos prazeres de uma viagem por aqui.
Na prática: Somente barcos dos lodges. Proteção contra o sol é essencial.
5 Dadanawa e o sul do Rupununi
Dadanawa já foi considerada uma das maiores fazendas de gado do mundo e ainda lida com o gado a cavalo. Os hóspedes saem a cavalo ou de carro com os vaqueiros, procuram o raro pintassilgo-da-venezuela e exploram gravuras rupestres e a borda da floresta das Kanuku.
Na prática: Duas ou três noites. Cerca de 3 horas de 4x4 desde Lethem na estação seca; difícil nas chuvas.
6 Lethem
Uma cidade de fronteira espalhada, de largas ruas vermelhas, com supermercados, lanchonetes brasileiras e a pista de pouso bem no centro. Por perto ficam a aldeia wapishana de St Ignatius, as cachoeiras de Moco Moco e Kumu, ao pé das Kanuku, e cooperativas de artesanato que vendem peças de balata e de algodão.
Na prática: Uma ou duas noites antes ou depois dos voos e da fronteira.
7 O Rupununi Rodeo
No fim de semana da Páscoa, peões de toda a savana competem em Lethem em montaria em cavalo xucro e em touro, ordenha de vaca brava e laço, e depois vêm as barracas de comida e a dança até tarde da noite. É o maior evento do ano no Rupununi.
Na prática: Do sábado à segunda-feira de Páscoa. Entrada paga. Voos e quartos se esgotam com meses de antecedência.
8 A ponte do Takutu e Bonfim
A ponte sobre o rio Takutu para o Brasil é famosa pelo cruzamento em que o trânsito passa da mão esquerda para a direita. Bonfim, na outra margem, é uma cidade tranquila com ônibus e táxis-lotação para Boa Vista.
Na prática: A poucos minutos de táxi de Lethem. Leve o passaporte; as formalidades são feitas dos dois lados.
Passeios guiados: A savana do Rupununi
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